sábado, 24 de março de 2007

Psiquinique


Primeiro Psiquinique....turmas do primeiro e terceiro períodos...olha que galerão!!!

quarta-feira, 14 de março de 2007

ANSIEDADE

Ansiedade

A ansiedade acontece quando algum sinal externo vago, indica uma cat�strofe que n�o pode ser identificada mas que � iminente. O novo, o desconhecido, perigo, situa��o de medo, situa��o de avalia��o, expectativa, esperar por resultados, a espera por uma puni��o, um problema ou a falta de tempo podem causar ansiedade. A ansiedade pressup�e temores de contato pessoal ou de qualquer demanda ambiental, mesmo que n�o hajam motivos �bvios, deixando a pessoa paralisada com terror. O ansioso sente frio no est�mago, taquicardia, transpira��o, falta de ar, tremores, mic��o freq�ente e imediata, frio, calafrios, tontura, vertigem, dor de cabe�a, ins�nia e outras altera��es. Ningu�m � ansioso, a pessoa fica ansiosa por alguma situa��o vivida ou por algum dist�rbio psiqui�trico. �s vezes, o paciente ansioso tem comportamentos que impedem o tratamento terap�utico e, nestes casos, precisa ser medicado para que o tratamento prossiga. A partir da queixa de uma pessoa ansiosa e da observa��o de seus comportamentos, pressup�e-se que hajam situa��es que provoquem ansiedade neste indiv�duo. As diversas abordagens te�ricas, em psicologia, tratam de forma diferente das pessoas que sofrem de ansiedade. H� necessidade de se fazer uma checagem para descobrir sinais de situa��es ansi�genas na vida do indiv�duo, em seu ambiente. Caso n�o haja emin�ncia de uma situa��o geradora de ansiedade, o terapeuta pode levantar a hip�tese de um problema de origem psiqui�trica. Podemos observar que as pessoas ansiosas falam compulsivamente, possuem movimentos r�pidos e repetitivos, evitam o sil�ncio e se esquivam das situa��es, tentando finaliz�-las rapidamente. � importante atentar para o fato de que nem sempre um comportamento sozinho quer dizer que o indiv�duo esteja ansioso. Um exemplo disto pode ser retirado das pessoas que falam muito. Elas, geralmente, ouvem o que os outros falam, prestando aten��o ao que lhes � perguntado para poderem responder �s quest�es. A pessoa que est� ansiosa tamb�m pode falar demais, mas n�o ouve o outro. Observar o conjunto de comportamentos �, portanto, fundamental para que n�o cheguemos a conclus�es equivocadas. A ansiedade � uma experi�ncia individual, dif�cil de ser compartilhada com o outro. Tem car�ter gen�rico. Geralmente, os sentimentos de ansiedade acompanham a depress�o. A teoria comportamental tem como primeiro modelo de ansiedade a puni��o, que seria o fato de aparecerem sintomas da ansiedade toda vez que vamos sofrer uma puni��o inevit�vel. Situa��es de conflito, onde a pessoa tem que escolher alguma coisa, sendo que a escolha pressup�e tamb�m a perda de alguma outra coisa, tamb�m podem gerar ansiedade.

ANOREXIA

O termo anorexia vem do grego, significando falta de apetite. O termo, na verdade , � err�neo, j� que a falta de apetite � rara, pois o indiv�duo muitas vezes sentem fome, mas procuram neg�-la.

A s�ndrome foi identificada como entidade cl�nica em 1868, por Gull e Las�gue, apesar de Ter sido descrita em 1694 por Richard Morton, que relatava um emagrecimento auto-induzido em decorr�ncia de um medo m�rbido de ganhar peso.

As caracter�sticas essenciais da anorexia nervosa s�o: recusa do indiv�duo de manter um peso corporal na faixa normal m�nima associado � um temor intenso de ganhar peso. Esse dist�rbio � caracterizado por dist�rbios severos no comportamento alimentar, que merecem an�lise cuidadosa no que diz respeito aos aspectos e cuidados nutricionais.

A comunidade cient�fica trata a (AN) como sintomas do inconsciente da cultura

contempor�nea.

Na realidade, trata-se de uma perturba��o significativa na percep��o do esquema corporal, ou seja, da auto-percep��o da forma e ou do tamanho do corpo.

Parece ter tornado-se do senso comum que tais transtornos s�o muito mais predominantes nas sociedades industrializadas, nas quais h� abund�ncia de comida e onde, especialmente para as mulheres, � considerada atraente a pessoa que � magra. Contraditoriamente, &ldquoem algumas culturas, a percep��o distorcida do corpo pode n�o ser proeminente, e a motiva��o expressa para a restri��o alimentar poderia Ter um conte�do diferente, como o desconforto espig�strico.

A anorexia nervosa tem fatores psicol�gicos, biol�gicos e sociais.

Epidemiologia

A taxa de preval�ncia de indiv�duos com Anorexia � de 1% e desses cerca de 90% dos casos de Anorexia Nervosa s�o em mulheres. Os casos acontecem com mais freq��ncia em classes sociais mais elevadas. Em 45% dos casos, a Anorexia acontece ap�s uma dieta de emagrecimento. Em 40% acontece por competi��o, como por exemplo pessoas que sua profiss�o exige magreza como modelos e bailarinas.

Nas �ltimas d�cadas, tem crescido o n�mero de relatos em meninas pr�- p�beres e em homens. As idades mais comuns de in�cio ocorre na adolesc�ncia, mas at� 5% dos pacientes com Anorexia Nervosa tem in�cio logo ap�s os 20 anos.

Etiologia

N�o se conhecem as causas fundamentais da Anorexia Nervosa. H� autores que evidenciam como causa a intera��o sociocultural mal adaptada, fatores biol�gicos, mecanismos psicol�gicos menos espec�ficos e especial vulnerabilidade de personalidade.

Fatores biol�gicos: Incluem as altera��es hormonais que ocorrem durante a puberdade e as disfun��es de neuro- transmissores cerebrais (disfun��o cerebral ao n�vel do hipot�lomo, que comandam os est�mulos da fome, da sede e amadurecimento sexual) tais como a dopamina, a serotonina, noradrenalina e dos pepit�deos opi�ides.

V�rios trabalhos apontam para uma pr�- disposi��o gen�tica para o desenvolvimento da Anorexia. Estudos demonstram uma taxa se concord�ncia muito maior em g�meos monozig�ticos em compara��o com g�meos dizig�ticos (56% contra 5%). Parentes de primeiro graus de pacientes com Anorexia exibe um risco de aproximadamente 8 vezes maior de apresentar a doen�a do que a popula��o geral.

Fatores psicol�gicos: Muitas anor�xicas pertencem a fam�lias r�gidas e fechadas sobre elas pr�prias, e geralmente tem um relacionamento patol�gico com a m�e. As anor�xicas s�o freq�entemente pessoas dependentes mas atuando de uma forma de perfeita independ�ncia, extremamente carente de afeto, quase obsessiva tend�ncia para o perfeccionismo intelectual, que as leva quase incur�vel racionaliza��o.

H� como que uma recusa inconsciente de crescer, tentando conservar as formas de inf�ncia. A tentativa de controle do corpo surge assim como uma forma inconsciente de compensa��o de um sentimento generalizado de incapacidade, de depend�ncia e de dificuldade de autonomia.

Fatores socioculturais: Os aspectos socioculturais dos transtornos alimentares t�m sido amplamente estudados e j� foram objeto de in�meros trabalhos m�dicos, antropol�gicos, sociol�gicos e hist�ricos. O interesse pelo tema decorre de observa��es, encontradas j� nas primeiras descri��es contempor�neas destes transtornos, de que a extrema valoriza��o da magreza nas sociedades ocidentais desenvolvidas estaria fortemente associada � ocorr�ncia de anorexia nervosa.

Os dados revelam tamb�m que anorexia nervosa pare�a ser mais prevalente em

pa�ses ocidentais e s�o claramente mais freq�entes entre as mulheres jovens, especialmente aquelas pertencentes aos estratos sociais mais elevados destas sociedades, o que fortalece sua conex�o com fatores socioculturais.

A press�o cultural para emagrecer � considerada um elemento fundamental da

etiologia dos transtornos alimentares, que interage com fatores biol�gicos, psicol�gicos e familiares para gerar a preocupa��o excessiva com o corpo e o pavor doentio de engordar, caracter�sticos da anorexia nervosa. A influ�ncia dos aspectos socioculturais � marcante.

Os transtornos alimentares, na forma como se apresentam hoje em dia, emergem das pesquisas epidemiol�gicas como doen�as relativamente modernas e predominantemente ocidentais. Segundo DiNicola (1990), a concep��o de um modelo de compreens�o dos transtornos alimentares que explique os dados sobre sua ocorr�ncia e distribui��o deve incluir necessariamente a abordagem do contexto sociocultural onde ocorrem.

Nas sociedades afluentes, ao mesmo tempo em que observamos uma oferta abundante de alimentos de alto teor cal�rico e de r�pido consumo, e a vida cotidiana se torna cada vez mais sedent�ria, as modelos e atrizes de sucesso, representantes dos padr�es ideais de beleza feminina, s�o extremamente magras e muitas vezes apresentam um corpo de pr�- adolescente, com formas pouco definidas.

Assim, as sociedades ocidentais contempor�neas vivem atualmente sob o

ideal da magreza e da boa forma f�sica. Este padr�o se imp�e especialmente para asa mulheres, nas quais a apar�ncia f�sica representa uma importante medida de valor pessoal. Proliferam novas e miraculosas dietas para emagrecimento.

Apesar na falta de informa��o com s�lida base emp�rica e das limita��es metodol�gicas de algumas pesquisas sobre transtornos alimentares em pa�ses

n�o europeus ou norte-americanos, a descri��o crescente da ocorr�ncia da anorexia nervosa em outras sociedades tem oferecido dados para a argumenta��o contr�ria � vis�o dos transtornos alimentares como s�ndrome restrita � cultura ocidental.

O processo de acultura��o parece tamb�m ter alguma influ�ncia na

ocorr�ncia dos transtornos alimentares entre imigrantes residindo em pa�ses ocidentais de primeiro mundo e nas minorias �tnicas destes pa�ses.

Segundo autores, a raz�o para este aumento se deve a melhores m�todos de detec��o de caso, maior acesso ao sistema de sa�de, mudan�as nos padr�es s�cio-econ�micos e mais ampla ado��o do padr�o de magreza.

Quais as teorias psicol�gicas que tentam explicar o que acontece com algu�m com transtorno alimentar?

As teorias psicol�gicas tentam discutir e compreender como se d� a rela��o do ser humano com o alimento e a forma corporal, bem como de que forma isso poderia se relacionar com o modo pelo as anor�xicas pensam, sentem e se comportam.

De modo bem simples, poder�amos destacar a vis�o psicanal�tica e a vis�o cognitivista a respeito dos transtornos alimentares, porque s�o as formas de psicoterapia maios utilizadas no tratamento individual ou em grupo dessas pacientes.

A vis�o psicanal�tica se formou, a partir dos estudos e teorias de Sigmund Freud, o criador da Psican�lise, no in�cio de s�culo. Entre outras id�ias, formulou que a causa da maioria dos problemas e sofrimentos psicol�gicos s�o conflitos, em geral entre os desejos do pr�prio indiv�duo e os limites do ambiente e da sociedade. Anor�xicas e bul�micas passam, ao longo da vida, por diversas experi�ncias de conflito e sofrimento ps�quico, seja em aceitar a si pr�prias e �s suas necessidades b�sicas (por exemplo, a de precisar de alimento), seja em rela��o �s expectativas de outras pessoas, as quais buscam atender ( por exemplo, familiares). Contudo, para explicar por que problemas emocionais v�o se refletir na alimenta��o, � preciso recordar outra das teorias de Freud, a respeito do desenvolvimento afetivos e sexual, que se inicia na inf�ncia. Ele dividiu em diversas etapas ou fases este desenvolvimento, no qual a crian�a vai descobrindo, em si mesma, fontes de sentimentos prazerosos e desprazerosos. A primeira dessas etapas � justamente a chamada fase oral, na qual a crian�a, a partir do contato com o seio materno, associa a obten��o de alimento com o contato afetivo e o prazer. Obviamente, outros estudiosos modificam e ampliaram essas teorias. AO se entrar em contato com uma paciente anor�xica ou bul�mica, percebe-se que o mais importante � que ela descubra qual � o significado (muitas vezes inconsciente e desconhecido para ela) do seu sintoma e como isso pode ser integrado e vivido de forma menos angustiante.

A vis�o cognitivista se baseia em uma outra teoria, a de que as cogni��es ou id�ias do indiv�duo influenciam a sua afetividade. No caso da Anorexia Nervosa e da bulimia nervosa, pessoas com esses tipos de problema teriam originalmente experi�ncias que as fizeram pensar que somente se sentiriam melhor ou mais valorizadas se tivessem determinada apar�ncia, n�o fossem obesas e para tanto tivessem que praticar dietas e comportamentos purgativos. Ademais, teriam erros de racioc�nio ou &ldquodistor��es cognitivas&rdquo que justificariam continuar mantendo esses comportamentos, como, por exemplo, &ldquosou magra e estou bem&rdquo, &ldquoaquela comida vai me engordar, por isso nunca mais vou com�-la&rdquo, sem argumentos l�gicos que justifiquem tais id�ias.

Diagn�sticos e caracter�sticas cl�nicas

O aparecimento da Anorexia Nervosa ocorre entre os 10 e 30 anos de idade. Os pacientes fora desta faixa et�ria n�o representam casos t�picos e, portanto, seus diagn�sticos devem ser questionados. Ap�s os 13 anos de idade, a freq��ncia do aparecimento da condi��o aumenta rapidamente, sendo m�xima aos 17 ou 18 anos de idade. Em cerca de 85% de todos os pacientes com Anorexia Nervosa o surgimento da doen�a d�- se entre os 13 e 20 anos, alguns, antes dos 10 anos, eram &ldquoenjoados&rdquo para comer ou tinham freq�entes problemas digestivos.

Os crit�rios de diagn�stico do DSM-IV para Anorexia Nervosa s�o estes:

Recusas a manter o peso corporal em um n�vel igual ou acima do m�nimo normal adequado a idade e a altura (por exemplo, perda de peso e levando a manuten��o do peso corporal abaixo de 85% do esperado; o fracasso � inteiro ganho de peso esperado durante o per�odo de crescimento, levando a um peso corporal menor que 85% do esperado).

Medo intenso de ganhar peso ou de se tornar gordo, mesmo estando com peso abaixo do normal.

Perturba��o no modo de vivenciar o peso ou a forma do corpo, influencia indevida do peso ou da forma do corpo sobre a auto- avalia��o, ou nega��o do baixo peso corporal atual.

Nas mulheres p�s- menarca, amenorr�ia, isto �, aus�ncia de pelo menos 3 ciclos menstruais consecutivos. (Considera-se que uma mulher tenha amenorr�ia se seus per�odos ocorrem apenas ap�s a administra��o de horm�nio, por exemplo estr�geno).

Caracter�sticas f�sicas:

Os pacientes geralmente chegam ao m�dico quando a perda de peso se torna aparente, o peso cai assustadoramente. Anor�xicas com 42 kg s�o consideradas de peso bom. Freq�entemente o peso chega a 36, 32, 28 kg ou menos.

A medida que a perda ponderal se aprofunda aparecem sinais f�sicos como hipotermia (temperatura abaixo de 35 C), edema (incha�o), bradicardia (cora��o bate mais lentamente), hipotens�o (press�o arterial abaixo do normal), lanugo (pelos finos que recobrem a pele do rosto e outras partes do corpo), pele seca, intoler�ncia ao frio, queda de cabelo, olhos fundos, envelhecimento precoce e outras altera��es metab�licas.

Algumas pacientes chegam a aten��o m�dica por causa da amenorr�ia que freq�entemente aparece antes de sua perda de peso ser percept�vel.

Outras complica��es m�dicas desse transtorno alimentar ser�o citadas logo abaixo:

Relacionadas a perda de peso:

Caquexia: Perda de gordura, massa muscular, metabolismo tireo�deo reduzido, dificuldades para manter a temperatura corporal b�sica.

Card�aca: Perda do m�sculo card�aco, cora��o pequeno, arritmia card�aca, parada card�aca.

Digestivos gastrintestinais: Incha��o, constipa��o (queixas de intestino preso), dor abdominal .

Reprodutivas: Baixos n�veis de horm�nios luteinizante (LH) e horm�nio fol�culo- estimulante (FSH).

Hematol�gicas: leucopenia (diminui��o do n�mero de leuc�citos: diminui��o da defesa do organismo a infec��es).

Neuropsiqui�tricas: Sentido de paladar anormal

Esquel�ticas: Osteoporose (Conseq��ncia do baixo consumo e absor��o de c�lcio).

End�crinas: Hipotireoidismo

Relacionadas a purga��o (v�mitos e uso de laxantes)

Digestivas- gastrintestinais: Inflama��o e aumento das gl�ndulas salivares e pancre�ticas e aumento da amilase s�rica, eros�o esof�gica e g�strica.

Dent�rias: Eros�o do esmalte dent�rio

Neuropsiqui�tricas: Convuls�es, fadiga e fraqueza.

Caracter�sticas psicol�gicas:

Surgimento da doen�a d�-se entre os 13 e 20 anos.

Meninas inteligentes, bonitas, perfeccionistas e espertas.

Existe uma preocupa��o em comer em p�blico.

Enquanto fazem uma refei��o tentam livrar-se do alimento colocando-o no guardanapo ou escondendo-o nos bolsos.

Cortam a carne em peda�os muito pequenos e levam muito tempo mexendo com a comida no prato.

Sentimento de inutilidade

Pensamento inflex�vel

Isolamento social (at� mesmo namoro)

Express�o emocional demasiadamente refreadas

Sua auto- estima est� associada ao grau de sua forma e peso corporais

A perda de peso � vista como uma conquista, � um sinal de auto- disciplina

E o ganho de peso � visto como um fracasso

Os indiv�duos com estes transtornos at� reconhecem que est�o magros, mas negam as implica��es de seu estado de desnutri��o, ou at� mesmo a morte.

A indu��o de v�mitos, onde uma simples escova de dentes ou cabo de uma colher se tornam �timos instrumentos para induzir o v�mito (se n�o vomitarem se sentem sujas).

Abuso de laxantes e diur�ticos que conduzem ao m�rbido emagrecimento desejado.

Irritabilidade (pouco conversam)

Agressividade

Choro

Adoram cozinhar e servir comida para os outros, mas elas mesmas fazem exerc�cios f�sicos exageradamente

Acham que o tratamento � totalmente desnecess�rio

Transtornos mentais associados:

Transtornos depressivos tais como: humor deprimido, retraimento social, irritabilidade, ins�nia e interesse diminu�do por sexo. Esses pacientes podem ter um quadro cl�nico e sintom�tico que satisfaz os crit�rios para um transtorno depressivo maior. Estes sintomas de perturba��o de humor deve portanto ser reavaliados ap�s uma reavalia��o completa ou parcial do peso.

A depress�o tamb�m � muito freq�ente entre indiv�duos com AN.

Transtornos Obsessivos Compulsivos: Pessoas com TOC sente-se aprisionadas por

pensamentos e comportamentos que se repetem e que o pr�prio indiv�duo considera absurdos, desagrad�veis e imposs�veis de fazer cessar.

Quando os indiv�duos com AN apresentam obsess�es e compuls�es n�o relacionadas a alimentos, forma corporal ou peso, podem haver um diagn�stico conjunto e concomitante de transtornos obsessivo compulsivo que s�o relacionados quando n�o s�o relacionados com comida.

Tipos de Anorexia

Os seguintes subtipos podem ser usados para a especifica��o da presen�a ou aus�ncia de compuls�es peri�dicas ou purga��es regulares durante o epis�dio atual de Anorexia Nervosa.

Anorexia Nervosa do tipo restritivo

Neste tipo a perda de peso � conseguida pelo fato da pessoa limitar suas op��es alimentares atrav�s de dietas, jejuns ou exerc�cios excessivos, consumindo o m�nimo poss�vel de calorias. Durante o epis�dio atual, esses pacientes n�o desenvolveram compuls�es peri�dicas ou purga��es.

Anorexia Nervosa do tipo compuls�o peri�dica/purgativo

O tipo compuls�o peri�dica/purgativo se desenvolve em at� 50% das pessoas com Anorexia Nervosa. Os indiv�duos do tipo compuls�o peri�dica/purgativo tendem a ter fam�lias nas quais alguns membros s�o obesos, e elas pr�prias tem hist�rias de maior peso corporal antes do transtorno que as pessoas restritas, � quando o paciente se envolve regularmente em compuls�es de comer seguidas de purga��es durante o epis�dio atual de Anorexia. A maioria dos pacientes com Anorexia Nervosa que comem compulsivamente tamb�m fazem purga��es mediante v�mitos auto- induzidos ou uso indevido de laxantes, diur�ticos ou enemas. Algumas pessoas com Anorexia Nervosa s�o do tipo purgativo, por�m sem compuls�o peri�dica, ou seja, fazem purga��es regularmente mesmo ap�s o consumo de pequenas quantidades de alimentos. Aparentemente, a maior parte dos pacientes com o tipo compuls�o peri�dica/purgativo dedica-se a esses comportamentos pelo menos uma vez por semana.

Cada um dos dois tipos parece ter caracter�sticas hist�ricas e cl�nicas distintas. Compartilha muitas das caracter�sticas dos que tem bulimia nervosa, mas n�o Anorexia Nervosa. Comparados os dois grupos, os pacientes com Anorexia Nervosa, tipo restrito s�o menos graves e tem melhor progn�stico que aqueles com o tipo compuls�o peri�dica/purgativo. Ambos os tipos podem ter sintomas de transtorno depressivo e interesse sexual diminu�do, mas os indiv�duos que tem Anorexia Nervosa com o tipo

compuls�o peri�dica/purgativo est�o mais propensos a ter outros problemas como o de controle dos impulsos, abuso de �lcool ou outras drogas, e exibirem maior instabilidade do humor.

Caracter�sticas comuns nas fam�lias dos indiv�duos com Anorexia Nervosa

Estrutura familiar parecidas.

1- Perfeccionismo: � muito comum que o bom comportamento e uma conduta social extremamente adequada seja algo que as fam�lias valorizem muito. � comum ouvir: &ldquoEla sempre foi uma menina modelo, nunca deu trabalho, sempre foi estudiosa e obediente&rdquo.

Trata-se de fam�lias preocupadas em se ajustar demais no modelo social, no qual o ideal familiar � pais e filhos perfeitos tendo como guia para realiza��o deste desejo as conven��es sociais mais r�gidas.

Esse perfeccionismo dos pais leva freq�entemente a um hipercontrole dos filhos e o que muitas vezes resulta na sua infantiliza��o.

AMNÉSIA

Quando o indiv�duo sofre press�es coercitivas muito fortes, h� o perigo de haver algum comprometimento das fun��es f�sicas e, ao inv�s de reagir a estas press�es, correndo este risco, alguma fun��o comportamental pode se tornar inativa, como por exemplo, pode ocorrer a perda de mem�ria. Este tipo de perda, em geral, tem as mesmas origens no stress ambiental que a perda hist�rica de uma fun��o corporal. Ao inv�s de se esquivar da coer��o, tornando-se fisicamente incapaz, no caso da amn�sia, podemos nos tornar mentalmente incapazes. Todo mundo tende a fazer uma sele��o daquilo que vai esquecer, segundo acreditam determinadas teorias psicol�gicas. H� uma forte tend�ncia em esquecermos as experi�ncias desagrad�veis ou lembrar delas de maneira incorreta. Algumas vezes a pessoa passa por experi�ncias muito dif�ceis, humilhantes, perdas t�o vis�veis para todo o mundo, que esquecer de maneira seletiva n�o seria suficiente, e neste caso, pode haver uma perda de mem�ria, tornando o indiv�duo incapaz de lembrar nome, endere�o, fam�lia, amigos, hist�ria educacional, profissional ou trabalho atual. Esta perda de identidade pode ser diagnosticada por m�dicos como amn�sia e permite que o indiv�duo afaste, de uma forma efetiva, coisas espec�ficas de seu passado que s�o insuport�veis para ele. Uma pessoa que sofre de amn�sia, pode conversar, ler, escrever, tem capacidade de racioc�nio, reconhece as cores, formas, sabe para que serve cada objeto, geralmente mant�m sua linguagem normal, assim como continua andando, vestindo-se, comendo, com maneiras e costumes usuais. Mant�m a capacidade de dirigir carros, andar de bicicleta e outras habilidades que tinha anteriormente. A amn�sia n�o representa necessariamente um fingimento, mas, pode ser dif�cil descobrir se isto est� acontecendo ou n�o, j� que as causas da amn�sia hist�rica e da amn�sia falsa podem ser as mesmas. Quem trata da amn�sia deve avaliar tamb�m se a perda de mem�ria n�o est� relacionada a uma pancada recente na cabe�a ou a algum tipo de doen�a no sistema nervoso. A amn�sia pode ter curta dura��o ou pode se estender pelo resto da vida fazendo, inclusive, com que a pessoa assuma uma nova identidade. H� diversos tipos de amn�sia e cada uma delas pode ocasionar o esquecimento de per�odos diferentes da vida ou de situa��es espec�ficas. A pessoa pode ir mudando de “personalidade”, os comportamentos, o jeito de ser, a cada viv�ncia de situa��es aversivas e isto se chama “personalidade m�ltipla”.

AFETIVIDADE

Afetividade

A afetividade � parte de nossa vida ps�quica e para estudar o ser humano temos que considerar a import�ncia dos afetos. Muitas vezes programamos uma forma de agir e quando nos deparamos com a situa��o fazemos tudo completamente diferente. Isto acontece porque os afetos interferem no nosso comportamento. Para algumas teorias, os afetos d�o significado aos est�mulos do mundo externo. A vida afetiva � composta por dois afetos b�sicos que s�o o amor e o �dio e que tamb�m est�o juntos em nossas a��es e pensamentos. Ao falarmos em afetividade temos que considerar as emo��es, que s�o express�es da vida afetiva e que s�o acompanhadas de rea��es breves e intensas do organismo em resposta de um acontecimento inesperado. A emo��o aparece acompanhada de fortes batimentos card�acos e, por muito tempo, este fato fez com que as pessoas acreditassem que o cora��o fosse o lugar das emo��es. Tremores, risos, choro, l�grimas, express�es faciais, jeito de falar e outras rea��es org�nicas tamb�m acompanham as emo��es. Cada cultura tem express�es diferentes para as emo��es. Estas rea��es s�o descargas de tens�o do organismo emocionado. Em toda cultura, al�m de acontecer uma estimula��o para certos tipos de express�o emocional, h� a repress�o de outras. Os homens da nossa cultura, por exemplo, s�o �proibidos� de chorar, como se o choro fosse um sinal de fraqueza, e as mulheres s�o mais incentivadas a expressar o que sentem. Estas rea��es s�o aprendidas atrav�s do que a cultura seleciona. Uma mesma rea��o pode expressar emo��es diferentes e assim, por exemplo, podemos chorar de tristeza ou de alegria. De acordo com as emo��es que temos, diante de cada situa��o, podemos avaliar melhor o que nos acontece. Elas t�m uma fun��o adaptativa e tamb�m est�o ligadas a uma possibilidade de linguagem, na medida em que podemos dizer ao outro o que sentimos, atrav�s delas. As emo��es podem ser de raiva, nojo, medo, vergonha, desprezo, tristeza, alegria, empolga��o, amor, paix�o, atra��o e outras. Podem ser fortes, fracas, passageiras duradouras e podem mudar com o tempo, fazendo com que uma coisa que nunca nos emocionou passe a nos emocionar. Podemos ou n�o saber definir que tipo de emo��o estamos sentindo em determinadas situa��es porque, �s vezes, a emo��o � meio difusa. Outra forma de express�o de nossa afetividade s�o os sentimentos, que s�o diferentes das emo��es por serem mais duradouros, por n�o serem rea��es t�o explosivas e pelas rea��es org�nicas que n�o s�o t�o intensas. Os sentimentos s�o mais amenos e podem ser a amizade, a ternura e outros. As manifesta��es de nossa afetividade est�o presentes em tudo que fazemos.

quarta-feira, 7 de março de 2007

Psicanálise

que é?
A Psicanálise é um método de tratamento psíquico e de investigação do inconsciente desenvolvido por Sigmund Freud (1856-1939).
Como é o método da psicanálise?
Freud iniciou seu trabalho usando o hipnotismo com o objetivo de fazer com que as pacientes reproduzissem as situações traumáticas que estavam na origem de seus sintomas.Posteriormente, descobriu que os pacientes não precisavam ser hipnotizados e que a recordação por meio da sugestão, era um método mais eficaz para eliminar, alterar ou diminuir os sintomas.Mais tarde, Freud chegou ao método psicanalítico propriamente dito, e passou a orientar a seus pacientes que falassem sobre qualquer coisa que lhes viessem à mente, mesmo que pudesse parecer sem importância, sem relação com seus problemas, ou que fossem reprováveis. Esta é a "regra fundamental" da psicanálise, que é apresentada a cada paciente e com a qual todo paciente deve colaborar. Freud descobriu que todos esses pensamentos, lembranças, fantasias, tinham relação com os sintomas. Freud acreditou no valor das palavras e propôs aos pacientes a recordação e até mesmo a "construção" como método de tratamento psíquico. Descobriu que o sintoma tem um sentido, ou múltiplos sentidos que foram esquecidos pelo sujeito ou que nunca lhe foram conscientes. Para a psicanálise, os sintomas psíquicos são formas substitutivas de satisfação e estão relacionados à sexualidade infantil reprimida.

terça-feira, 6 de março de 2007

Hipnose

O QUE É HIPNOSE


A hipnose é uma técnica de indução do transe (que é um estado de relaxamento semi-consciente) com manutenção do contato sensorial do paciente com o ambiente. O transe é induzido de modo gradual e por etapas, através da fadiga sensorial, que geralmente é provocada pela voz calma, monótona, rítmica e persistente do hipnotizador, e muitas vezes aliada a recursos óticos (pêndulos, luzes etc) que visam cansar os órgãos da visão do paciente. Quando o transe se instala, a sugestibilidade do paciente é aumentada. A hipnose leva então à várias alterações da percepção sensorial, das funções intelectuais superiores, exacerbação da memória (hiperamnésia), da atenção e das funções motoras. Estabelece-se um estado de alteração de estado da consciência, um tipo de estado que simula o sono, mas não o é (lembramos que a pessoa não “dorme” na hipnose): o eletroencefalograma (EEG) do paciente sob hipnose é de vigília, e não de sono.Não se sabe ainda concretamente como a hipnose altera as funções cerebrais da pessoa. Uma das teorias mais aceitas é que ela afetaria os mecanismos da atenção, em uma parte do cérebro chamada substância reticular ascendente (SRA), localizada na sua parte mais basal (tronco cerebral). Essa área, que também tem muitas funções relacionadas ao sono, ao estado de alerta e à percepção sensorial, “bombardeia” o cérebro continuamente com estímulos provenientes dos órgãos dos sentidos, provocando excitação geral. A inibição da SRA leva aos estados de sonolência e “desligamento” sensorial. Pode-se afirmar também que a sensibilidade à hipnose é mais ou menos geral; 90% das pessoas são hipnotizáveis. Quem é hipnotizável?
Para responder a esta pergunta, Ochorowicz inventou (ainda no século XIX) um instrumento especial - o hipnoscópio - que nada mais é do que um ímã(*), em forma de anel, que a pessoa a ser examinada põe no dedo. Para o inventor, as pessoas hipnotizáveis experimentam certas sensações na pele e contrações nos músculos, enquanto nada acontece se a pessoa não é hipnotizável. Pesquisas de outros investigadores, entretanto, não confirmaram completamente a teoria de Ochorowicz.Comprovou-se também que os neurastênicos, os hitéricos e os debilitados não são muito dispostos à hipnose. A histeria, particularmente, não se adapta ao hipnotismo; a histeria comum, com suas variáveis manifestações de dor de cabeça e a sensação de uma bola na garganta, combinadas com o desejo de ser interessante e de exagerar os sofrimentos suportados, dá muito pouca disposição à hipnose. O espírito de contradição, muito desenvolvido nas pessoas histéricas, contribui para isso. A noção errônea de que os pacientes histéricos, ou neurastênicos, são particularmente susceptíveis ao fenômeno, resulta do fato de que a maioria dos médicos têm feito somente experiências com eles, ainda seguindo as idéias de Mesmer sobre o magnetismo animal. A realidade, entretanto, aponta para outro lado.Outro fato que merece registro é a notável susceptibilidade dos pacientes tuberculosos. No que se refere a inteligência, as pessoas inteligentes são mais facilmente hipnotizáveis do que as obtusas e estúpidas. A excitação mental dificulta a hipnose. Observações feitas por Wetterstrand e Ringer, particularmente, comprovaram que certos indivíduos são ocasionalmente refratários à hipnose e que isso pode estar relacionado à excitação mental. Por outro lado, considera-se um engano completo dizer que a disposição para a hipnose seja um sinal de fraqueza de vontade. Sem dúvida, a capacidade de manter um estado passivo tem efeito satisfatório, e isso, ao contrário, é mais um indício de força do que de fraqueza de vontade. Esta capacidade de dar aos pensamentos uma direção definida é, em parte, uma questão de hábito e, muitas vezes, uma questão de vontade. Ao contrárioo, aqueles que não têm possibilidade de fixar sua atenção, são dispersivos, que sofrem de contínua distração de espírito, dificilmente podem ser hipnotizados. A disposição à hipnose também não é muito comum entre as pessoas facilmente impressionáveis, diferentemente do que se poderia supor. Sabe-se bem que algumas pessoas influenciáveis sob muitos aspectos, principalmente por coisas insignificantes, oferecem muita resistência ao hipnotismo.Quanto à idade, crianças menores de três anos não podem absolutamente serem hipnotizadas, e mesmo até as de sete ou oito anos, só o são com muita dificuldade. Já a idade avançada não é, de modo algum, refratária à hipnose. Segundo Liebault, após a hipnose, as pessoas mais idosas muitas vezes se lembram mais de tudo o que aconteceu do que as mais jovens.
(*) Muitos autores, ao longo dos séculos, referiram-se aos poderes extraordinários dos ímãs. Os Magos do Oriente usavam-no para curar moléstias e os chineses e hindus usaram-no com o mesmo propósito. Alberto Magno, no século XIII, Paracelso, Don Helmart e Kercher também o empregaram, assim como o astrônomo e jesuíta Hell, em Viena, no fim do século XVIII. Também o conceituado médico britânico Dr. Reil empregou o ímã terapeuticamente. Riechenbach, em 1845, afirmou que algumas pessoas sensíveis tinham reações peculiares quando em contato com um ímã, relatando inclusive, que muitas diziam ver uma luz diferente, batizada por ele por “Estranha Luz”. Nota: É sabido que o fenômeno da hipnose existia já há muitos milênios. Nas muralhas dos templos dedicados à deusa egípcia Ísis, vêem-se pessoas concentradas em oração, que estão, indisfarçavelmente, em estado de transe. Na velha Mesopotâmia, os sacerdotes hipnotizavam as donzelas, para investigarem coisas do futuro. As sacerdotisas do Oráculo de Delfos vaticinavam em hipnose, a que eram induzidas pela inalação de vapores. O sono no templo, na Grécia de Asclepíades, não era outra coisa senão hipnose, só que de uma forma diferente. Os médicos hindus também trabalhavam com hipnose, aliás, foi exatamente na Índia que se desenvolveram, antecipadamente, técnicas de concentração através do estado hipnótico.

Behaviorismo

Burrhus Frederic Skinner nasceu em 20 de março de 1904 na cidade de Susquehanna na Pensilvânia. Graduou-se em Psicologia em 1930 e terminou seu doutorado em 1931. Trabalhou na Universidade de Minesota e quando ingressou em Harvard influenciou toda uma geração de estudantes. Morreu em 1990 vítima de leucemia.
No entender de John Watson (1878-1958), que cunhou o termo “Behaviorismo” em 1913, esse era o método apropriado para entrar na mente, entidade que há séculos escapa da investigação filosófica.
Skinner baseou suas teorias na análise das condutas observáveis. Dividiu o processo de aprendizagem em respostas operantes e estímulos de reforço, o que o levou a desenvolver técnicas de modificação de conduta na sala de aula.
Trabalhou sobre a conduta em termos de reforços positivos (recompensas) contra reforços negativos (castigos).
Nenhum pensador ou cientista do século 20 levou tão longe a crença na possibilidade de controlar e moldar o comportamento humano como o norte-americano Burrhus Frederic Skinner. Sua obra é a expressão mais célebre do behaviorismo, corrente que dominou o pensamento e a prática da psicologia, em escolas e consultórios, até os anos 1950.
O behaviorismo restringe seu estudo ao comportamento (behavior, em inglês), tomado como um conjunto de reações dos organismos aos estímulos externos. O princípio do behaviorismo é que só é possível teorizar e agir sobre o que é cientificamente observável.
A teoria de B.F. Skinner baseia-se na idéia de que o aprendizado ocorre em função de mudança no comportamento manifesto. As mudanças no comportamento são o resultado de uma resposta individual a eventos (estímulos) que ocorrem no meio. Uma resposta produz uma conseqüência, bater em uma bola, solucionar um problema matemático. Quando um padrão particular Estímulo-Resposta (S-R) é reforçado (recompensado), o indivíduo é condicionado a reagir. A característica que distingue o condicionamento operante em relação às formas anteriores de behaviorismo (por exemplo: Thorndike, Hull) é que o organismo pode emitir respostas, em vez de só obter respostas devido a um estímulo externo.
O reforço é o elemento-chave na teoria S-R de Skinner. Um reforço é qualquer coisa que fortaleça a resposta desejada. Pode ser um elogio verbal, uma boa nota, ou um sentimento de realização ou satisfação crescente. A teoria também cobre reforços negativos -uma ação que evita uma conseqüência indesejada.
Condicionamento operante
O conceito-chave do pensamento de Skinner é o de condicionamento operante, que ele acrescentou à noção de reflexo condicionado, formulada pelo cientista russo Ivan Pavlov. Os dois conceitos estão essencialmente ligados à fisiologia do organismo, seja animal ou humano. O reflexo condicionado é uma reação a um estímulo casual. O condicionamento operante é um mecanismo que premia uma determinada resposta de um indivíduo até ele ficar condicionado a associar a necessidade à ação. É o caso do rato faminto que, numa experiência, percebe que o acionar de uma alavanca levará ao recebimento de comida. Ele tenderá a repetir o movimento cada vez que quiser saciar sua fome.
A diferença entre o reflexo condicionado e o condicionamento operante é que o primeiro é uma resposta a um estímulo puramente externo; e o segundo, o hábito gerado por uma ação do indivíduo. No comportamento respondente (de Pavlov), a um estímulo segue-se uma resposta. No comportamento operante (de Skinner), o ambiente é modificado e produz conseqüências que agem de novo sobre ele, alterando a probabilidade de ocorrência futura semelhante.
O condicionamento operante é um mecanismo de aprendizagem de novo comportamento - um processo que Skinner chamou de modelagem. O instrumento fundamental de modelagem é o reforço.
Skinner era determinista. Em sua teoria não havia nenhum espaço para o livre-arbítrio, pois afirmar que os seres humanos são capazes de livre escolha seria negar sua suposição básica de que o comportamento é controlado pelo ambiente e os genes.
Princípios:
1. Comportamento que é positivamente reforçado vai acontecer novamente. Reforço intermitente é particularmente efetivo.
2. As informações devem ser apresentadas em pequenas quantidades, para que as respostas sejam reforçadas ("moldagem").
3. Reforços vão generalizar, lado a lado, estímulos similares (generalização de estímulo) produzindo condicionamento secundário.
PRINCIPAIS TIPOS DE REFORÇOS:
1. POSITIVO: todo estímulo que quando está presente aumente a probabilidade de que se produza uma conduta.
2. NEGATIVO: todo estímulo aversivo que ao ser retirado aumenta a probabilidade de que se produza a conduta.
3. EXTINÇÃO: a qual se apresenta quando um estímulo que previamente reforçava a conduta deixa de atuar.
4. CASTIGO: igual ao da extinção, funciona para reduzir a conduta.
Contrariamente ao que se pensa, o reforço negativo não é punição, mas sim a remoção de um evento punitivo; enquanto o reforço aumenta um comportamento, a punição o diminui.

Nos usos que propôs para suas conclusões científicas — em especial na educação —, Skinner pregou a eficiência do reforço positivo, sendo, em princípio, contrário a punições e esquemas repressivos, sugeria que o uso das recompensas e reforços positivos da conduta correta era mais atrativo do ponto de vista social e pedagogicamente eficaz.
Os adeptos do behaviorismo costumam se interessar pelo processo de aprendizado como um agente de mudança do comportamento. "Skinner revela em várias passagens a confiança no planejamento da educação, com base em uma ciência do comportamento humano, como possibilidade de evolução da cultura", diz Maria de Lourdes Bara Zanotto, professora de psicologia da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo.
Buscava a aprendizagem como produto de uma relação estímulo- resposta, pois, desta maneira são reforçadas as condutas apropriadas mediante uma recompensa e as inapropriadas mediante um castigo.
No campo da aprendizagem escolar Skinner tentou demonstrar que, mediante ameaças e castigos se conseguem resultados positivos muito mais baixos e com efeitos secundários muito piores do que com o sistema de reforços positivos. Seu princípio para o máximo aproveitamento das classes baseia-se na atividade dos alunos; sua aplicação mais conhecida é o ensino programado em que os sucessos em determinadas tarefas atuam como reforço para aprendizagens posteriores.
No livro Tecnologia do Ensino, de 1968, o cientista desenvolveu o que chamou de máquinas de aprendizagem, que nada mais eram do que a organização de material didático de maneira que o aluno pudesse utilizar sozinho, recebendo estímulos à medida que avançava no conhecimento. Grande parte dos estímulos se baseava na satisfação de dar respostas corretas aos exercícios propostos.A idéia nunca chegou a ser aplicada de modo amplo e sistemático, mas influenciou procedimentos da educação norte-americana e brasileira. Skinner considerava o sistema escolar predominante um fracasso por se basear na presença obrigatória, sob pena de punição. Ele defendia que se dessem aos alunos "razões positivas" para estudar, como prêmios aos que se destacassem.
O behaviorismo está nos pressupostos da orientação tecnicista da educação, cuja proposta consiste em: planejamento e organização racional da atividade pedagógica; operacionalização dos objetivos; parcelamento do trabalho, com especialização das funções; ensino por computador, tele-ensino, procurando tornar a aprendizagem mais objetiva.
A avaliação também tem um papel fundamental: no início, para que o professor possa estabelecer estratégias para atingir os objetivos; durante o processo de aprendizagem, para controle e replanejamento; e ao final, para verificar se os resultados desejados foram obtidos.
Como ocorre na escola tradicional, estes objetivos são pré-definidos, sem a participação do aluno. Para atingir os objetivos são usados “reforçadores”, como notas, prêmios, status, reconhecimento de professores e colegas e promessa de vantagens sociais futuras. O professor deve elaborar um sistema para que o desempenho do aluno seja maximizado de acordo com os objetivos traçados.
Muito da Tecnologia Educacional Moderna se baseia nos pressupostos do behaviorismo, assim como muitos softwares ditos "educativos' que nada mais são que atividades fechadas baseadas em reforços positivos.
"Skinner é um dos psicólogos mais importantes da história, concordando-se com ele ou não. Entre os anos 40 e 60, o behaviorismo teve grande influência e dominou a psicologia. Surgiram aplicações não só no ensino, mas também na psicologia clínica, como a terapia comportamental", relembra José Fernando Lomônaco, professor associado do Instituto de Psicologia da USP.

História da Lobotomia

A História da Lobotomia
As origens da moderna psicocirurgia podem ser achadas nas últimas décadas do século XIX, quando a ciência estava começando a entender como o comportamento e a mente humana podia ser mapeada nas estruturas anatômicas do cérebro. Um cientista alemão chamado Friederich Golz fez experimentos de ablação cirúrgica do neocórtex em cães, e relatou em 1890 que, quando os lobos temporais eram removidos, os animais ficavam mais dóceis do que os não operados.
Essas descobertas inspiraram Gottlieb Burkhardt, um médico e diretor de um asilo mental na Suiça, a operar em 1892 seis de seus pacientes esquizofrênicos, que tinham alucinações e ficavam muito agitados em conseqüência. Alguns dos pacientes realmente ficaram mais calmos, mas não seria possível dizer se isso foi resultado da operação (dois deles morreram). Burkhardt sofreu forte oposição e críticas de seus contemporâneos, por isso psicocirurgias desse tipo foram raramente realizadas nos 40 anos seguintes,
A situação começou a mudar quando na década dos 30s, vários laboratórios experimentais nos Estados Unidos fizeram várias descobertas impressionantes sobre o papel dos lobos frontais e temporais do cérebro no controle do comportamento emocional e agressividade. Na Universidade de Yale, em 1935, um cientista chamado Carlyle Jacobsen fez observações sobre o comportamento de chimpanzés após a destruição do córtex frontal e pré-frontal por meio de uma lobotomia. Um dos animais, que ficava muito agressivo em certas situações, ficou calmo e fácil de manejar depois da operação; sem que isso aparentemente causasse alterações em outras esferas mentais, como na memória e na inteligência. Um dos neurologistas experimentais de Yale, o Dr. John Fulton também comrpovou o efeito da remoção completa dos lobos frontais em dois chimpanzés, com os quais posteriormente não conseguia induzir mais um tipo de neurose experimental.
Em virtude disso, Fulton se tornaria um dos pilares científicos dos defensores da lobotomia nos Estados Unidos.
John Fulton
Tendo ouvido esses fatos relatados por Fulton em um congresso internacional em Londres, um neuropsiquiatra português, o Dr. Antônio Egas Moniz, professor de neurologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, teve a idéia de realizar uma operação semelhante de modo a aliviar os sintomas mentais severos em pacientes com psicoses intratáveis. Egas Moniz sabia que certas psicoses, tais como a síndrome paranóide e as desordens obssessivo-compulsivas, envolvem pensamentos repetitivos, que dominam todos os processos psicológicos. Baseado nos resultados de Fulton, ele raciocinou que se cortasse as fibras nervosas que unem o córtex frontal e pré-frontal ao tálamo (uma estrutura localizada no meio do cérebro, e responsável por transmitir as informações sensoriais para o neocórtex. Este modo, ele achava que poderia ocorrer uma interrupção nos pensamentos repetitivos, permitindo que o paciente psicótico levasse uma vida mais normal.
Antônio Egas Moniz
Moniz, trabalhando com um colega neurocirurgião, Dr. Almeida Lima, desenvolveu então uma abordagem cirúrgica que ele denominou de leucotomia ("corte da substância branca"). Ele abria uma série de orifícios no crânio, por onde passava um instrumento chamado leucótomo de fio, Realizando movimentos de lateralidade, ele cortava as fibras, e o paciente podia se recuperar rapidamente. Moniz relatou os resultados com alguns poucos pacientes. Pacientes que eram gravemente agitados, ansiosos ou deprimidos tinham mostrado bons resultados em alguns casos, enquanto que em outros não se obtivera sucesso. Moniz foi cauteloso em propor que a leucotomia deveria ser utilizada somente quando o caso não tivesse mais nenhuma esperança de tratamento por outros meios.
Depois que Egas Moniz e seus colegas relataram seus resultados ao mundo (simultaneamente em seis países), em 1936; vários centros começaram a tentar a nova cirurgia. No Brasil, o notável cirurgião Mattos Pimenta, da Escola Paulista de Medicina, em São Paulo, foi um dos que realizou a nova cirurgia de Moniz, com resultados duvidosos.
Dias de Glória para a Lobotomia
Assim, provavelmente a leucotomia prefrontal provavelmente se extinguiria por si só como procedimento médico (Moniz se aposentaria cedo, devido ao fato de ter levado um tiro na espinha de um ex-paciente, tendo ficado paraplégico), poucos anos depois de ter sido inventada. Muitos psiquiatras eram terminantemente contra ela, principalmente os psicanalistas.
No entanto, um neurologista clínico americano muito ambicioso, chamado Walter Freeman, compareceu ao mesmo congresso de Londres que Egas Moniz, e posteriormente leu seus resultados em uma publicação. Fascinado coma idéia e os resultados obtidos, ele se uniu a um neurocirurgião, James Watts, para aplicar a nova técnica a pacientes americanos. Eles operaram pela primeira vez em setembro de 1936. Após alguns casos, eles estavam convencidos que a leucotomia funcionava, e começaram a fazer uma intensa propaganda da mesma. Freeman encontrou suspeição e resistência por parte de seus colegas, no início, mas ele insistiu muito, e eventualmente ganhou a aprovação relutante da elite dos neurologistas americanos. Ele e Watts aperfeiçoaram a técnica cirúrgica, chegando ao que eles denominaram "Procedimento Padronizado de Freeman-Watts", que continha um conjunto preciso de orientações para melhorar a inserção do leucótomo.
Walter Freeman
Freeman era muito bom no que tange a convencer a imprensa e o público em geral sobre o potencial da lobotomia prefrontal (como ele achou melhor denominar), e quase que sozinho foi responsável por estabelecê-la como um procedimento terapêutico válido, visitando, dando aulas e operando em centenas de sanatórios mentais, hospitais e clínicas psiquiátricas em todo o país. No entanto, insatisfeito com a duração excessiva e a complexidade da cirurgia padrão, Freeman inventou em 1945 uma técnica desenvolvida por um italiano, que consistia em realizar um acesso ao lobo prefrontal através da órbita do olho, que era trepanada e depois inserido o leucótomo. Freeman inventou uma forma muito mais rápida e simples, usando um quebra-gelo, um instrumento pontiagudo, ao invés de um leucótomo, que necessitava da trepanação. Sob anestesia local, o quebra-gelo era apoiado no teto da órbita, e com uma leve pancada de um martelo, atravessava pele, tecido subcutâneo, osso e meninges, chegando ao lobo prefrontal. Com um movimento lateral de 30 graus, as fibras eram desconectadas. Isto não tomava mais do que alguns minutos, e não era nem mesmo necessário internar o paciente em um hospital. O procedimento era tão impressionante, no entanto, que mesmos neurocirurgiões veteranos não agüentavam observar, e alguns chegavam a desmaiar ao testemunhar a verdadeira "linha de produção" montada por Freeman em alguns hospitais. Watts ficou agastado com o novo tipo de operação e rompeu com Freeman.
A lobotomia invadiu os Estados Unidos como uma enchente, assim como alguns outros países. Ela foi realizada em larga escala nos anos 40, devido ao grande número de casos psiquiátricos trazidos pela II Guerra Mundial. Entre 1939 e 1951 foram realizadas mais de 18,000 lobotomias nos EUA, e dezenas de milhares mais em outros países. Ela foi amplamente abusada, na forma de um instrumento para controlar o comportamento indesejável e para esvaziar os hospitais superlotados (fazia sentido econômico, pois custava uns 250 dólares, contra um custo de 35.000 dólares ou mais, por ano, para cada paciente internado). Assim, traiu-se a recomendaçào de Egas Moniz, de usá-la apenas em casos desesperantes, como um último recurso. No Japão, por exemplo, a lobotomia foi muito usada com crianças com problemas de conduta ou de mau desempenho escolar. Prisioneiros em hospícios judiciais foram operados em grande quantidade. Famílias que queriam se livrar de parentes incômodos, eram submetidos à lobotomia. Dissidentes políticos e oponentes eram tratados como doentes mentais pelas autoridades, e operados. Apareceram até cirurgiões amadores, que realizavam centenas de lobotomias sem sequer fazer um exame psiquiátrico antes.
Em 1949, o Dr. Antônio Egas Moniz recebeu o Prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia, por sua contribuição à leucotomia prefrontal. Isso teve um efeito enorme sobre o procedimento, tornando-o internacionalmente respeitável. Nos três anos seguintes ao Nobel, foram realizadas mais lobotomias que em todos os anos anteriores.
A Morte da Lobotomia
Finalmente, no começo dos anos 50, começaram a se ouvir as primeiras vozes discordantes contra a loucura lobotomizante. Não estavam sendo apresentadas evidências científicas sérias sobre a eficácia real da lobotomia. Até mesmo os defensores da lobotomia admitiam que apenas um terço dos pacientes melhoravam. Outro terço ficava na mesma, enquanto o terço final piorava ! (considerando-se que de 25 a 30 % dos casos psiquiátricos melhoram espontaneamente, uma grande proporção dos lobotomizados poderia ter se recuperado sem ela). A única avaliação de larga escala foi feita nos EUA apenas em 1947 (o projeto Columbia-Greystone) e não demonstrou efeitos positivos claros da lobotomia. A maioria das vezes, os trabalhos publicados eram muito falhos, pois a avaliação era feita pelos próprios cirurgiões que operavam, sem nenhum tipo de controle científico.
As objeções éticas começaram a se acumular, devido ao dano irreversível causado ao cérebro, e tambem devido aos sérios efeitos colaterais sobre a personalidade e a vida emocional dos pacientes, que começaram a ser relatados. Além disso, o aparecimento de novas e eficazes drogas antipsicóticas e antidepressivas, como a torazina, nos anos 50, estava tornando possível o combate aos sintomas mais sérios das psicoses em pacientes agitados e incontroláveis. Os neurocirurgiões abandonaram a lobotomia a favor de métodos mais humanos de tratamento.
As preocupações com respeito à proteção dos pacientes contra a lobotomia e terapias radicais semelhantes, particularmente em prisioneiros cuja libertação era trocada pela concordância em ser operados (uma oferta extremante convertida, injusta e desbalançada), traduziu-se no surgimento de leis nos Estados Unidos e em outros paises, nos anos 70. A psicocirurgia passou a ser considerada um tratamento experimental, e como tal, sujeita a muitas restrições e salvaguardas com relação aos direitos dos pacientes.
A operação original de lobotomia não é mais realizada. embora muitos países ainda aceitem a psicocirurgia como uma forma de controle radical do comportamento violento patológico, entre os quais o Japão, a Austrália, a Suécia e a Índia. Até mesmo na ex-União Soviética, a terra do abuso psiquiátrico, a lobotomia foi proibida, não porque não fosse útil para controlar os oponentes do regime comunista (eles usavam outros métodos, como o confinamento compulsório), mas devido a um posicionamento ideológico contra a mesma.

Biografia de Egas Moniz

Antônio Caetano de Abreu Freire Egas Moniz(Médico neurologista português)29-11-1874, Avanca, Estarreja 13-12-1955, Lisboa
Formou-se em Medicina pela Universidade de Coimbra em 1898 e foi nomeado seu professor em 1902. Freqüentou as clínicas neurológicas de Paris e Bordéus. Em 1911, passou a professor da cadeira de Neurologia da Universidade de Lisboa. Iniciou vida política e, em 1917, tornou-se ministro dos Negócios Estrangeiros. Executou a primeira angiografia cerebral humana em 1927. Em 1935 concebeu e executou uma intervenção cirúrgica cerebral, a leucotomia pré-frontal, em que eram cortadas as conexões do lobo frontal com o restante do cérebro. Por isso, em 1949, recebeu o Prêmio Nobel de Medicina, partilhado com W. R. Hess. Essa operação foi rapidamente aceita e praticada nas principais clínicas neurocirúrgicas e psiquiátricas do mundo, tendo sido largamente utilizada no tratamento de certas psicoses graves, e proporcionou um vasto conhecimento anatomofisiológico do cérebro e a base para o desenvolvimento de outros métodos cirúrgicos. Como escritor, foi memorialista e estudioso de vultos notáveis nos setores das letras e das artes plásticas. Obras principais: Diagnostic des Tumeurs Cérébrales et Épreuve de L'Encephalografie Arterielle (1931), L'Angiographie Cérébrale. Ses Applications et Résultats en Anatomie, Physiologie et Clinique (1934), La Leucotomie Pré-Frontal, Traitement Chirurgical de Certaines Psychoses (1936), Ao Mestre José Malhoa (1928) e Júlio Dinis e a Sua Obra (1928).