quarta-feira, 14 de março de 2007

ANOREXIA

O termo anorexia vem do grego, significando falta de apetite. O termo, na verdade , � err�neo, j� que a falta de apetite � rara, pois o indiv�duo muitas vezes sentem fome, mas procuram neg�-la.

A s�ndrome foi identificada como entidade cl�nica em 1868, por Gull e Las�gue, apesar de Ter sido descrita em 1694 por Richard Morton, que relatava um emagrecimento auto-induzido em decorr�ncia de um medo m�rbido de ganhar peso.

As caracter�sticas essenciais da anorexia nervosa s�o: recusa do indiv�duo de manter um peso corporal na faixa normal m�nima associado � um temor intenso de ganhar peso. Esse dist�rbio � caracterizado por dist�rbios severos no comportamento alimentar, que merecem an�lise cuidadosa no que diz respeito aos aspectos e cuidados nutricionais.

A comunidade cient�fica trata a (AN) como sintomas do inconsciente da cultura

contempor�nea.

Na realidade, trata-se de uma perturba��o significativa na percep��o do esquema corporal, ou seja, da auto-percep��o da forma e ou do tamanho do corpo.

Parece ter tornado-se do senso comum que tais transtornos s�o muito mais predominantes nas sociedades industrializadas, nas quais h� abund�ncia de comida e onde, especialmente para as mulheres, � considerada atraente a pessoa que � magra. Contraditoriamente, &ldquoem algumas culturas, a percep��o distorcida do corpo pode n�o ser proeminente, e a motiva��o expressa para a restri��o alimentar poderia Ter um conte�do diferente, como o desconforto espig�strico.

A anorexia nervosa tem fatores psicol�gicos, biol�gicos e sociais.

Epidemiologia

A taxa de preval�ncia de indiv�duos com Anorexia � de 1% e desses cerca de 90% dos casos de Anorexia Nervosa s�o em mulheres. Os casos acontecem com mais freq��ncia em classes sociais mais elevadas. Em 45% dos casos, a Anorexia acontece ap�s uma dieta de emagrecimento. Em 40% acontece por competi��o, como por exemplo pessoas que sua profiss�o exige magreza como modelos e bailarinas.

Nas �ltimas d�cadas, tem crescido o n�mero de relatos em meninas pr�- p�beres e em homens. As idades mais comuns de in�cio ocorre na adolesc�ncia, mas at� 5% dos pacientes com Anorexia Nervosa tem in�cio logo ap�s os 20 anos.

Etiologia

N�o se conhecem as causas fundamentais da Anorexia Nervosa. H� autores que evidenciam como causa a intera��o sociocultural mal adaptada, fatores biol�gicos, mecanismos psicol�gicos menos espec�ficos e especial vulnerabilidade de personalidade.

Fatores biol�gicos: Incluem as altera��es hormonais que ocorrem durante a puberdade e as disfun��es de neuro- transmissores cerebrais (disfun��o cerebral ao n�vel do hipot�lomo, que comandam os est�mulos da fome, da sede e amadurecimento sexual) tais como a dopamina, a serotonina, noradrenalina e dos pepit�deos opi�ides.

V�rios trabalhos apontam para uma pr�- disposi��o gen�tica para o desenvolvimento da Anorexia. Estudos demonstram uma taxa se concord�ncia muito maior em g�meos monozig�ticos em compara��o com g�meos dizig�ticos (56% contra 5%). Parentes de primeiro graus de pacientes com Anorexia exibe um risco de aproximadamente 8 vezes maior de apresentar a doen�a do que a popula��o geral.

Fatores psicol�gicos: Muitas anor�xicas pertencem a fam�lias r�gidas e fechadas sobre elas pr�prias, e geralmente tem um relacionamento patol�gico com a m�e. As anor�xicas s�o freq�entemente pessoas dependentes mas atuando de uma forma de perfeita independ�ncia, extremamente carente de afeto, quase obsessiva tend�ncia para o perfeccionismo intelectual, que as leva quase incur�vel racionaliza��o.

H� como que uma recusa inconsciente de crescer, tentando conservar as formas de inf�ncia. A tentativa de controle do corpo surge assim como uma forma inconsciente de compensa��o de um sentimento generalizado de incapacidade, de depend�ncia e de dificuldade de autonomia.

Fatores socioculturais: Os aspectos socioculturais dos transtornos alimentares t�m sido amplamente estudados e j� foram objeto de in�meros trabalhos m�dicos, antropol�gicos, sociol�gicos e hist�ricos. O interesse pelo tema decorre de observa��es, encontradas j� nas primeiras descri��es contempor�neas destes transtornos, de que a extrema valoriza��o da magreza nas sociedades ocidentais desenvolvidas estaria fortemente associada � ocorr�ncia de anorexia nervosa.

Os dados revelam tamb�m que anorexia nervosa pare�a ser mais prevalente em

pa�ses ocidentais e s�o claramente mais freq�entes entre as mulheres jovens, especialmente aquelas pertencentes aos estratos sociais mais elevados destas sociedades, o que fortalece sua conex�o com fatores socioculturais.

A press�o cultural para emagrecer � considerada um elemento fundamental da

etiologia dos transtornos alimentares, que interage com fatores biol�gicos, psicol�gicos e familiares para gerar a preocupa��o excessiva com o corpo e o pavor doentio de engordar, caracter�sticos da anorexia nervosa. A influ�ncia dos aspectos socioculturais � marcante.

Os transtornos alimentares, na forma como se apresentam hoje em dia, emergem das pesquisas epidemiol�gicas como doen�as relativamente modernas e predominantemente ocidentais. Segundo DiNicola (1990), a concep��o de um modelo de compreens�o dos transtornos alimentares que explique os dados sobre sua ocorr�ncia e distribui��o deve incluir necessariamente a abordagem do contexto sociocultural onde ocorrem.

Nas sociedades afluentes, ao mesmo tempo em que observamos uma oferta abundante de alimentos de alto teor cal�rico e de r�pido consumo, e a vida cotidiana se torna cada vez mais sedent�ria, as modelos e atrizes de sucesso, representantes dos padr�es ideais de beleza feminina, s�o extremamente magras e muitas vezes apresentam um corpo de pr�- adolescente, com formas pouco definidas.

Assim, as sociedades ocidentais contempor�neas vivem atualmente sob o

ideal da magreza e da boa forma f�sica. Este padr�o se imp�e especialmente para asa mulheres, nas quais a apar�ncia f�sica representa uma importante medida de valor pessoal. Proliferam novas e miraculosas dietas para emagrecimento.

Apesar na falta de informa��o com s�lida base emp�rica e das limita��es metodol�gicas de algumas pesquisas sobre transtornos alimentares em pa�ses

n�o europeus ou norte-americanos, a descri��o crescente da ocorr�ncia da anorexia nervosa em outras sociedades tem oferecido dados para a argumenta��o contr�ria � vis�o dos transtornos alimentares como s�ndrome restrita � cultura ocidental.

O processo de acultura��o parece tamb�m ter alguma influ�ncia na

ocorr�ncia dos transtornos alimentares entre imigrantes residindo em pa�ses ocidentais de primeiro mundo e nas minorias �tnicas destes pa�ses.

Segundo autores, a raz�o para este aumento se deve a melhores m�todos de detec��o de caso, maior acesso ao sistema de sa�de, mudan�as nos padr�es s�cio-econ�micos e mais ampla ado��o do padr�o de magreza.

Quais as teorias psicol�gicas que tentam explicar o que acontece com algu�m com transtorno alimentar?

As teorias psicol�gicas tentam discutir e compreender como se d� a rela��o do ser humano com o alimento e a forma corporal, bem como de que forma isso poderia se relacionar com o modo pelo as anor�xicas pensam, sentem e se comportam.

De modo bem simples, poder�amos destacar a vis�o psicanal�tica e a vis�o cognitivista a respeito dos transtornos alimentares, porque s�o as formas de psicoterapia maios utilizadas no tratamento individual ou em grupo dessas pacientes.

A vis�o psicanal�tica se formou, a partir dos estudos e teorias de Sigmund Freud, o criador da Psican�lise, no in�cio de s�culo. Entre outras id�ias, formulou que a causa da maioria dos problemas e sofrimentos psicol�gicos s�o conflitos, em geral entre os desejos do pr�prio indiv�duo e os limites do ambiente e da sociedade. Anor�xicas e bul�micas passam, ao longo da vida, por diversas experi�ncias de conflito e sofrimento ps�quico, seja em aceitar a si pr�prias e �s suas necessidades b�sicas (por exemplo, a de precisar de alimento), seja em rela��o �s expectativas de outras pessoas, as quais buscam atender ( por exemplo, familiares). Contudo, para explicar por que problemas emocionais v�o se refletir na alimenta��o, � preciso recordar outra das teorias de Freud, a respeito do desenvolvimento afetivos e sexual, que se inicia na inf�ncia. Ele dividiu em diversas etapas ou fases este desenvolvimento, no qual a crian�a vai descobrindo, em si mesma, fontes de sentimentos prazerosos e desprazerosos. A primeira dessas etapas � justamente a chamada fase oral, na qual a crian�a, a partir do contato com o seio materno, associa a obten��o de alimento com o contato afetivo e o prazer. Obviamente, outros estudiosos modificam e ampliaram essas teorias. AO se entrar em contato com uma paciente anor�xica ou bul�mica, percebe-se que o mais importante � que ela descubra qual � o significado (muitas vezes inconsciente e desconhecido para ela) do seu sintoma e como isso pode ser integrado e vivido de forma menos angustiante.

A vis�o cognitivista se baseia em uma outra teoria, a de que as cogni��es ou id�ias do indiv�duo influenciam a sua afetividade. No caso da Anorexia Nervosa e da bulimia nervosa, pessoas com esses tipos de problema teriam originalmente experi�ncias que as fizeram pensar que somente se sentiriam melhor ou mais valorizadas se tivessem determinada apar�ncia, n�o fossem obesas e para tanto tivessem que praticar dietas e comportamentos purgativos. Ademais, teriam erros de racioc�nio ou &ldquodistor��es cognitivas&rdquo que justificariam continuar mantendo esses comportamentos, como, por exemplo, &ldquosou magra e estou bem&rdquo, &ldquoaquela comida vai me engordar, por isso nunca mais vou com�-la&rdquo, sem argumentos l�gicos que justifiquem tais id�ias.

Diagn�sticos e caracter�sticas cl�nicas

O aparecimento da Anorexia Nervosa ocorre entre os 10 e 30 anos de idade. Os pacientes fora desta faixa et�ria n�o representam casos t�picos e, portanto, seus diagn�sticos devem ser questionados. Ap�s os 13 anos de idade, a freq��ncia do aparecimento da condi��o aumenta rapidamente, sendo m�xima aos 17 ou 18 anos de idade. Em cerca de 85% de todos os pacientes com Anorexia Nervosa o surgimento da doen�a d�- se entre os 13 e 20 anos, alguns, antes dos 10 anos, eram &ldquoenjoados&rdquo para comer ou tinham freq�entes problemas digestivos.

Os crit�rios de diagn�stico do DSM-IV para Anorexia Nervosa s�o estes:

Recusas a manter o peso corporal em um n�vel igual ou acima do m�nimo normal adequado a idade e a altura (por exemplo, perda de peso e levando a manuten��o do peso corporal abaixo de 85% do esperado; o fracasso � inteiro ganho de peso esperado durante o per�odo de crescimento, levando a um peso corporal menor que 85% do esperado).

Medo intenso de ganhar peso ou de se tornar gordo, mesmo estando com peso abaixo do normal.

Perturba��o no modo de vivenciar o peso ou a forma do corpo, influencia indevida do peso ou da forma do corpo sobre a auto- avalia��o, ou nega��o do baixo peso corporal atual.

Nas mulheres p�s- menarca, amenorr�ia, isto �, aus�ncia de pelo menos 3 ciclos menstruais consecutivos. (Considera-se que uma mulher tenha amenorr�ia se seus per�odos ocorrem apenas ap�s a administra��o de horm�nio, por exemplo estr�geno).

Caracter�sticas f�sicas:

Os pacientes geralmente chegam ao m�dico quando a perda de peso se torna aparente, o peso cai assustadoramente. Anor�xicas com 42 kg s�o consideradas de peso bom. Freq�entemente o peso chega a 36, 32, 28 kg ou menos.

A medida que a perda ponderal se aprofunda aparecem sinais f�sicos como hipotermia (temperatura abaixo de 35 C), edema (incha�o), bradicardia (cora��o bate mais lentamente), hipotens�o (press�o arterial abaixo do normal), lanugo (pelos finos que recobrem a pele do rosto e outras partes do corpo), pele seca, intoler�ncia ao frio, queda de cabelo, olhos fundos, envelhecimento precoce e outras altera��es metab�licas.

Algumas pacientes chegam a aten��o m�dica por causa da amenorr�ia que freq�entemente aparece antes de sua perda de peso ser percept�vel.

Outras complica��es m�dicas desse transtorno alimentar ser�o citadas logo abaixo:

Relacionadas a perda de peso:

Caquexia: Perda de gordura, massa muscular, metabolismo tireo�deo reduzido, dificuldades para manter a temperatura corporal b�sica.

Card�aca: Perda do m�sculo card�aco, cora��o pequeno, arritmia card�aca, parada card�aca.

Digestivos gastrintestinais: Incha��o, constipa��o (queixas de intestino preso), dor abdominal .

Reprodutivas: Baixos n�veis de horm�nios luteinizante (LH) e horm�nio fol�culo- estimulante (FSH).

Hematol�gicas: leucopenia (diminui��o do n�mero de leuc�citos: diminui��o da defesa do organismo a infec��es).

Neuropsiqui�tricas: Sentido de paladar anormal

Esquel�ticas: Osteoporose (Conseq��ncia do baixo consumo e absor��o de c�lcio).

End�crinas: Hipotireoidismo

Relacionadas a purga��o (v�mitos e uso de laxantes)

Digestivas- gastrintestinais: Inflama��o e aumento das gl�ndulas salivares e pancre�ticas e aumento da amilase s�rica, eros�o esof�gica e g�strica.

Dent�rias: Eros�o do esmalte dent�rio

Neuropsiqui�tricas: Convuls�es, fadiga e fraqueza.

Caracter�sticas psicol�gicas:

Surgimento da doen�a d�-se entre os 13 e 20 anos.

Meninas inteligentes, bonitas, perfeccionistas e espertas.

Existe uma preocupa��o em comer em p�blico.

Enquanto fazem uma refei��o tentam livrar-se do alimento colocando-o no guardanapo ou escondendo-o nos bolsos.

Cortam a carne em peda�os muito pequenos e levam muito tempo mexendo com a comida no prato.

Sentimento de inutilidade

Pensamento inflex�vel

Isolamento social (at� mesmo namoro)

Express�o emocional demasiadamente refreadas

Sua auto- estima est� associada ao grau de sua forma e peso corporais

A perda de peso � vista como uma conquista, � um sinal de auto- disciplina

E o ganho de peso � visto como um fracasso

Os indiv�duos com estes transtornos at� reconhecem que est�o magros, mas negam as implica��es de seu estado de desnutri��o, ou at� mesmo a morte.

A indu��o de v�mitos, onde uma simples escova de dentes ou cabo de uma colher se tornam �timos instrumentos para induzir o v�mito (se n�o vomitarem se sentem sujas).

Abuso de laxantes e diur�ticos que conduzem ao m�rbido emagrecimento desejado.

Irritabilidade (pouco conversam)

Agressividade

Choro

Adoram cozinhar e servir comida para os outros, mas elas mesmas fazem exerc�cios f�sicos exageradamente

Acham que o tratamento � totalmente desnecess�rio

Transtornos mentais associados:

Transtornos depressivos tais como: humor deprimido, retraimento social, irritabilidade, ins�nia e interesse diminu�do por sexo. Esses pacientes podem ter um quadro cl�nico e sintom�tico que satisfaz os crit�rios para um transtorno depressivo maior. Estes sintomas de perturba��o de humor deve portanto ser reavaliados ap�s uma reavalia��o completa ou parcial do peso.

A depress�o tamb�m � muito freq�ente entre indiv�duos com AN.

Transtornos Obsessivos Compulsivos: Pessoas com TOC sente-se aprisionadas por

pensamentos e comportamentos que se repetem e que o pr�prio indiv�duo considera absurdos, desagrad�veis e imposs�veis de fazer cessar.

Quando os indiv�duos com AN apresentam obsess�es e compuls�es n�o relacionadas a alimentos, forma corporal ou peso, podem haver um diagn�stico conjunto e concomitante de transtornos obsessivo compulsivo que s�o relacionados quando n�o s�o relacionados com comida.

Tipos de Anorexia

Os seguintes subtipos podem ser usados para a especifica��o da presen�a ou aus�ncia de compuls�es peri�dicas ou purga��es regulares durante o epis�dio atual de Anorexia Nervosa.

Anorexia Nervosa do tipo restritivo

Neste tipo a perda de peso � conseguida pelo fato da pessoa limitar suas op��es alimentares atrav�s de dietas, jejuns ou exerc�cios excessivos, consumindo o m�nimo poss�vel de calorias. Durante o epis�dio atual, esses pacientes n�o desenvolveram compuls�es peri�dicas ou purga��es.

Anorexia Nervosa do tipo compuls�o peri�dica/purgativo

O tipo compuls�o peri�dica/purgativo se desenvolve em at� 50% das pessoas com Anorexia Nervosa. Os indiv�duos do tipo compuls�o peri�dica/purgativo tendem a ter fam�lias nas quais alguns membros s�o obesos, e elas pr�prias tem hist�rias de maior peso corporal antes do transtorno que as pessoas restritas, � quando o paciente se envolve regularmente em compuls�es de comer seguidas de purga��es durante o epis�dio atual de Anorexia. A maioria dos pacientes com Anorexia Nervosa que comem compulsivamente tamb�m fazem purga��es mediante v�mitos auto- induzidos ou uso indevido de laxantes, diur�ticos ou enemas. Algumas pessoas com Anorexia Nervosa s�o do tipo purgativo, por�m sem compuls�o peri�dica, ou seja, fazem purga��es regularmente mesmo ap�s o consumo de pequenas quantidades de alimentos. Aparentemente, a maior parte dos pacientes com o tipo compuls�o peri�dica/purgativo dedica-se a esses comportamentos pelo menos uma vez por semana.

Cada um dos dois tipos parece ter caracter�sticas hist�ricas e cl�nicas distintas. Compartilha muitas das caracter�sticas dos que tem bulimia nervosa, mas n�o Anorexia Nervosa. Comparados os dois grupos, os pacientes com Anorexia Nervosa, tipo restrito s�o menos graves e tem melhor progn�stico que aqueles com o tipo compuls�o peri�dica/purgativo. Ambos os tipos podem ter sintomas de transtorno depressivo e interesse sexual diminu�do, mas os indiv�duos que tem Anorexia Nervosa com o tipo

compuls�o peri�dica/purgativo est�o mais propensos a ter outros problemas como o de controle dos impulsos, abuso de �lcool ou outras drogas, e exibirem maior instabilidade do humor.

Caracter�sticas comuns nas fam�lias dos indiv�duos com Anorexia Nervosa

Estrutura familiar parecidas.

1- Perfeccionismo: � muito comum que o bom comportamento e uma conduta social extremamente adequada seja algo que as fam�lias valorizem muito. � comum ouvir: &ldquoEla sempre foi uma menina modelo, nunca deu trabalho, sempre foi estudiosa e obediente&rdquo.

Trata-se de fam�lias preocupadas em se ajustar demais no modelo social, no qual o ideal familiar � pais e filhos perfeitos tendo como guia para realiza��o deste desejo as conven��es sociais mais r�gidas.

Esse perfeccionismo dos pais leva freq�entemente a um hipercontrole dos filhos e o que muitas vezes resulta na sua infantiliza��o.

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